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Safra de soja: alto estoque deve evitar oscilação de preço em 2018

Postado em 17/01/2018

Segundo o Cepea, a demanda para esmagamento deve seguir firme e recorde, assim como as ofertas de farelo e óleo
Farming Brasil A oferta de soja em grão na safra de soja 2017/2018 pode ficar muito próxima da temporada anterior, enquanto a demanda para esmagamento deve seguir firme e recorde – assim como as ofertas de farelo e óleo, conforme indicam pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. As transações de soja em grão e derivados também devem ser recordes.   Estoques de soja No agregado, a relação estoque final/consumo de soja, no entanto, pouco deve se alterar, cedendo ligeiramente em relação à temporada anterior, indo para 32,6%, mas, ainda assim, nos maiores patamares da história. Portanto, não é de se esperar grandes alterações nos preços da soja no curto e médio prazos. Somente choques mais expressivos de oferta podem mexer com mais intensidade nas cotações no correr de 2018.   Segundo dados do USDA, com áreas recordes cultivadas com soja no Brasil e nos Estados Unidos e crescimento do cultivo na Argentina, China, Paraguai, entre outros, a soja ocupará em 2017/18 (safra já colhida no Hemisfério Norte) 126,5 milhões de hectares, 5,1% a mais que na temporada anterior. Porém, espera-se que a produtividade se reduza em 5,5%, depois de ter tido crescimento de quase 12% na temporada anterior.   Enquanto o clima foi extremamente favorável na temporada 2016/17, na atual, o clima oscilou nos Estados Unidos e houve baixa umidade no período de cultivo no Brasil e na Argentina. Entretanto, as chuvas abundantes durante a segunda quinzena de dezembro podem favorecer recuperação das lavouras e resultar em produtividade acima da estimada até o momento.   Safra de soja Por enquanto, a estimativa é que a oferta agregada possa ficar 0,8% menor que na temporada passada, em 348,5 milhões de toneladas. O USDA estima produção de 108 milhões de toneladas no Brasil (-5,35%) e de 57 milhões de toneladas na Argentina (-1,38%); se isso se confirmar, os Estados Unidos seriam os únicos com produção recorde nesta temporada, a 120,43 milhões de toneladas (+3%).   A demanda por soja para esmagamento segue crescente, que, no agregado, deve ter elevação de 4,7%, para 301,6 milhões de toneladas. Na Argentina, o aumento no esmagamento é estimado em 3,56%, a 44,84 milhões de toneladas; nos Estados Unidos, 2,16%, a 52,79 milhões de toneladas, e no Brasil, de 2,7%, a 42 milhões de toneladas.   O aumento no processamento é puxado pelas demandas por farelo e óleo de soja. Enquanto as ofertas de farelo e óleo seguem em linha com o esmagamento de soja (4,8% de aumento na produção de farelo – para 237 milhões de toneladas – e de 4,3% na de óleo – para 56,2 milhões de toneladas), a demanda por farelo de soja é estimada pelo USDA em 233,8 milhões de toneladas, 5,2% a mais que na temporada passada. Para o óleo, a demanda é prevista em 56 milhões de toneladas, 4,1% a mais que em 2016/17.   Aumento na demanda Com demanda crescente por soja e derivados, as transações também seguem em alta. Segundo o USDA, 150,4 milhões de toneladas de soja em grão devem ser transacionadas mundialmente, 4,2% a mais que na temporada 2016/17. Entre os países que devem aumentar as importações, a China é o principal, com 97 milhões de toneladas (+3,75%), seguida pela União Europeia, com 14 milhões de toneladas (+4,6%), México (+4,2%), Japão (+3,9%), Tailândia (+2,4%) e Egito (+32,4%).   Do lado da exportação, estima-se que o Brasil exporte 65,5 milhões de toneladas na temporada 2017/18, 3,7% a mais que em 2016/17. Para os Estados Unidos, são previstos embarques de 60,6 milhões de toneladas (+2,4%) e, para a Argentina, 8,5 milhões de toneladas (+21%).   Diante destes dados, observa-se que a demanda mundial por soja está firme, ainda sustentada por sua efetividade na geração de farelo e óleo. A preferência de produtores em cultivar a soja em detrimento de outros grãos e cereais mantém estável a oferta da oleaginosa na safra de soja 2017/18. Porém, ao longo dos anos, observa-se que a rentabilidade de produtores está em queda e as margens de esmagadores não se ampliam.   Na CME Group (Bolsa de Chicago), em dez/17, o contrato Mar/18 teve média de US$ 9,86/bushel; Maio/18, de US$ 9,97/bushel; Jul/18, de US$ 10,06/bushel; o Set/18, de US$ 10,0/busehl; e Nov/18, de US$ 9,93/bushel. Para o Brasil, o prêmio de exportação até jul/18 segue positivo para todos os embarques em negociação. Segundo dados coletados e calculados pelo Cepea, as negociações em dezembro/17 para embarques de soja pelo porto de Paranaguá (PR) entre fev/18 e jul/18 tiveram médias US$ 23,02/sc de 60 kg e de US$ 23,51/sc de 60 kg, respectivamente. O que pode mudar este cenário é o dólar e, por ser um ano eleitoral, é difícil prever uma tendência. Na [B]3, as negociações futuras apontam câmbio entre R$ 3,23 e R$ 3,25 para os vencimentos de Fev/18 a Jul/18.   Biodiesel A possibilidade de antecipação da mistura de 10% de biodiesel (B10) ao diesel mineral, que poderá se iniciar a partir de março/2018, pode favorecer maior esmagamento de soja no mercado doméstico. Vale lembrar que a indústria brasileira de esmagamento de soja opera com ociosidade média de cerca de 1/3 da capacidade instalada. A medida pode elevar a demanda por óleo de soja bruto, exigindo, consequentemente, maior esmagamento de soja. O óleo de soja é a principal matéria-prima utilizada na fabricação de biodiesel, com participação entre 75% e 80%, segundo dados da Abiove, compilados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).   Entretanto, com maior processamento de soja, visando maior oferta de óleo bruto, o desafio das indústrias brasileiras pode ser o de vender o farelo de soja. Com isto, já há algumas indústrias sinalizando o interesse em reduzir ainda mais a exportação do óleo, destinando-o ao mercado interno, podendo, com isso, elevar a participação nos leilões da ANP para oferta biodiesel, sem precisar aumentar o processamento do grão. Fonte: Cepea.

Artigo original do site SF Agro | Farming Brasil: http://sfagro.uol.com.br/safra-de-soja-estoque-2018/

Senar abre mais de 3 mil vagas para curso gratuito de técnico em agronegócio

Postado em 17/01/2018

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural está com inscrições abertas para o processo seletivo do curso Técnico em Agronegócio, na modalidade semipresencial, com a oferta de 3.020 vagas. Totalmente gratuito, o curso é oferecido em parceria com os Ministérios da Educação (MEC) e da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Mapa).
  Processo de seleção O processo de seleção será online por meio de análise curricular. No ato da inscrição, o candidato deverá anexar o histórico escolar e indicar o polo de ensino para participar das aulas presenciais. Terão prioridade de acesso às vagas os agentes de assistência técnica e extensão rural; agricultor familiar ou médio produtor e técnicos de assistência técnica e extensão rural. Os candidatos que não apresentarem documentação que comprovem esse vínculo com o setor agropecuário vão concorrer às vagas como público geral.   Curso técnico em agronegócio O curso Técnico em Agronegócio é reconhecido MEC e pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA). Tem carga horária de 1.230 horas, divididas em 80% a distância e 20% com aulas presenciais, no polo indicado pelo candidato aprovado.  O principal desafio do Técnico em Agronegócio é aumentar a eficiência do mercado agrícola e industrial. Por meio de técnicas de gestão e de comercialização, o profissional atua na execução de procedimentos para planejar e auxiliar na organização e controle das atividades de gestão do negócio rural. Antes de efetivar a inscrição, os candidatos devem ler o edital atentamente, pois o sistema aceita somente uma inscrição por CPF. As inscrições vão até o dia 9 de fevereiro pelo site do Senar clicando aqui.

Artigo original do site SF Agro | Farming Brasil: http://sfagro.uol.com.br/tecnico-em-agronegocio-senar/

A indústria brasileira de arroz é um exemplo de prosperidade

Postado em 16/01/2018

Entre janeiro e dezembro de 2017, o volume de arroz em casca exportado pelo Brasil foi de 870.7 mil toneladas, 7% abaixo do montante embarcado no mesmo período do ano passado, quando atingiu 934.7 mil toneladas (base casca). Já o volume de arroz importado pelas indústrias do país atingiu 1.1 mil T toneladas  - 10% acima do montante registrado em 2016. A diferença, portanto, é de 266.1 mil t - o que dá ao Brasil a classificação de importador líquido de arroz, de acordo com dados divulgados pela Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica. 

O déficit de 2017 ficou bem acima do registrado no ano anterior. Em 2016, as importações brasileiras de arroz já haviam apresentado forte incremento. Com o expressivo aumento de importações em 2016, a balança comercial do produto (em volume) já tinha acumulou um déficit de 101.7 mil t.

Os números são prova da eficiência da indústria do arroz nacional na hora de fazer bons negócios. E não é à toa que esse setor vem passando incólume pela crise. Infelizmente, situação bem diferente vive o produtor, que cada vez se distancia mais das linhas oficiais de crédito e que fez esforço descomunal para semear sua safra este ano. Segundo dados oficiais, mais de 70% dos arrozeiros estão á margem do financiamento oficial. Competência de um lado, ineficiência do outro? Não. Apenas um mero efeito colateral. 

Em tempo: e isso que estamos falando apenas da base casca. Muito arroz entrou este ano nas fronteiras brasileiras já embalado, a partir de misteriosas triagulações. 

Por Alex Soares    

Arrozeiros lançam ofensiva contra indústria

Postado em 16/01/2018

Juros abusivos dos financiamentos e critérios de classificação são alvo de ação da Federarroz 

Depois de um ano caótico de comercialização e sem perspectivas de alteração do cenário em 2018, arrozeiros gaúchos começam a se mobilizar. Em breve, a indústria arrozeira deverá ser intimada pelo Ministério Público Estadual a prestar esclarecimentos sobre os juros que vêm praticando nos contratos de financiamentos celebrados com os seus fornecedores. Representante dos produtores, a Federarroz, que tutela as associações arrozeiras do Rio Grande do Sul, está ingressando, nas próximas semanas, com ações junto ao MPE, visando questionar a postura do setor industrial nas negociações. Com dificuldades para acessarem os canais oficiais de crédito, uma enorme quantidade de arrozeiros vem sendo financiada pelos engenhos.   

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (15), quando o Departamento Jurídico da entidade emitiu nota oficial em seu site. A iniciativa foi acertada em reunião de diretoria, realizada na última quinta-feira (11), em Porto Alegre.

A nota, assinada pelo diretor jurídico da Federarroz, Anderson Belloli, diz em seu preâmbulo:

“A Federarroz irá adotar a integralidade das medidas cabíveis tendentes à repelir a ocorrência de possíveis abusos do poder econômico e, ainda, a defesa dos consumidores"

Outro ponto a ser esclarecido pela indústria serão os descontos efetuados na hora de remunerar os arrozeiros, consequentes da classificação do produto. Segundo a Federarroz, há indícios que esses abatimentos "têm excedido os limites da legalidade".

Ao justificar as medidas que serão adotadas, o jurídico da Federarroz fala em “Descontentamento dos orizicultores, por esses estarem em condição de vulnerabilidade na relação entabulada com o setor industrial”. E aponta que a postura da entidade tem por meta combater infrações que estejam sendo praticadas contra a ordem econômica, bem como aos princípios constitucionais da liberdade de iniciativa, da livre concorrência, da função social da propriedade e dos contratos.

Além das ações da Federarroz, associações de arrozeiros e produtores começam a se movimentar no mesmo sentido, espelhados na iniciativa da Federação.

Depois de um ano magnífico, com muita oferta de compra, a indústria começa 2018 com esse abacaxi. Algumas delas podem até subestimar a ofensiva da entidade dos arrozeiros, mas é prudente que diretores e advogados comecem a se reunir. Tem muito documento para ser reunido, afinal existe muita coisa a ser explicada.

Por Alex Soares/CR

Foto: Divulgação Internet

Agronegócio: participação das mulheres na gestão rural triplicou

Postado em 11/10/2017 - Fonte: Artigo original do site SF Agro | Farming Brasil: http://sfagro.uol.com.br/agronegocio-participacao-das-mulheres-na-gestao-rural-triplicou/

Pesquisa traçou o perfil do produtor rural brasileiro, hábitos no campo e raio-x do investimento nas lavouras e nas criações de animais SF Agro As novas gerações de produtores rurais e as mulheres têm tido papel cada vez mais importante no crescimento do agronegócio brasileiro, segmento que representa 23% do Produto Interno Bruto nacional. Essa é uma das conclusões da 7ª edição da Pesquisa Hábitos do Produtor Rural ABMRA da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, divulgada na quarta-feira (31/05).   De acordo com o levantamento, a presença da mulher em funções de decisão nos empreendimentos rurais apresentou salto impressionante nos últimos quatro anos, triplicando sua importância na gestão da atividade rural de 10% para 31%.   O perfil do produtor rural A 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural ABMRA é um produto da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), realizado pela consultoria FNP Informa. Seu objetivo é identificar o perfil dos produtores rurais brasileiros, incluindo seus hábitos de compra, seu envolvimento com as novas tecnologias e as mídias que consultam para sua informação pessoal e profissional.   Agronegócio mais jovem De acordo com a pesquisa, que ouviu 2.835 agricultores e produtores de animais de 15 estados de todas as regiões do país, a idade média dos produtores rurais é de 46,5 anos – 3,1% menos do que identificado no estudo anterior, realizado em 2013. Segundo o estudo, 21% deles têm curso superior, especialmente agronomia (42%), veterinária (9%) e administração de empresas (7%).   “Essas e outras constatações da nova Pesquisa da ABMRA comprovam a percepção que temos do agronegócio, uma atividade que se reoxigena ano após ano, torna-se mais moderna e produtiva, elevando o Brasil à condição de líder global no campo como um todo e, particularmente, em dezenas de atividades produtivas agrícolas e animais”, diz Jorge Espanha, presidente da ABMRA, entidade de âmbito nacional que trabalha pelo fortalecimento da imagem do setor produtivo. Segundo Espanha, o estudo representa um confiável banco de dados do agronegócio, que supre a ausência de um levantamento público.   Hábitos do produtor rural A televisão aberta perdeu um pequeno espaço na preferência dos produtores rurais, mas permanece com folga na liderança como o meio de comunicação mais usado por 92% deles para atualização e informação. Na pesquisa de 2013, o percentual dessa mídia era de 95%.   Os demais meios mais usados pelos produtores rurais são o rádio, com 75% (crescimento de 7% sobre a pesquisa anterior); a internet, com 42% das referências (alta de 7,7% sobre 2013), os jornais, com 30%; a TV paga, com 28% das respostas; e as revistas, com 27%. Em quatro anos, os jornais e as revistas perderam 28% e 25% de menções dos produtores rurais, respectivamente.   Entre as mídias digitais, o aplicativo Whatsapp lidera a preferência dos produtores rurais com 96%, seguido pelo Facebook (67%), YouTube (24%), Messenger (20%), Instagram (8%) e Skype (5%).   Tecnologia no campo A Pesquisa ABMRA também comprovou que tanto os agricultores quanto os produtores de animais valorizam, e muito, as iniciativas de atualização técnica no campo. Entre os agricultores, os dias de campo (54%), as feiras agropecuárias (22%) e as palestras técnicas (16%) são os eventos preferidos. Quanto aos criadores de animais, os dias de campo lideram a preferência, com 36%, seguidos pelos leilões de bovinos (19%), as feiras pecuárias (18%) e as palestras técnicas (17%).   A pesquisa mostrou que tanto agricultores quanto criadores de animais participam dos eventos para aquisição de conhecimentos técnicos, atualização e negócios. Os agricultores entrevistados pela pesquisa destacam o uso frequente de modernas tecnologias para o aumento da produtividade, como adubação (95%), pulverização (82%) e controle de pragas (80%).   Já os pecuaristas investem preferencialmente em adubação das pastagens (57%), rotação de pastos (52%), controle de enfermidades (36%) e uso de cerca elétrica (35%). As maiores preocupações dos criadores são a saúde (41%), a nutrição animal (18%), a gestão das propriedades (13%) e a mão-de-obra (9%).   Participantes da pesquisa A 7ª Pesquisa Hábitos do Produtor Rural ABMRA entrevistou, in loco, 2.835 produtores rurais, sendo 2.110 agricultores e 725 produtores de animais de 15 estados. Os entrevistados residem na Região Sul (RS, SC e PR), Região Sudeste (SP, MG e ES), Região Nordeste (BA, MA e PI), Região Norte (PA, RO e TO) e Região Centro-Oeste (GO, MS e MT). Participaram do levantamento agricultores de 11 culturas (algodão, arroz, batata, café, cana-de-açúcar, feijão, laranja, milho, soja, tomate e trigo) e criadores de 4 atividades (pecuária de corte, pecuária de leite, avicultura e suinocultura).   De acordo com Ricardo Nicodemos, diretor de Pesquisas da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio, o agronegócio brasileiro tem uma tremenda capacidade de se reinventar, fortalecendo sua estrutura básica e apresentando sempre segmentos e técnicas novas. “A Pesquisa ABMRA mostra os avanços e mudanças no perfil dos produtores rurais, a adoção de novas tecnologias e as relações e o envolvimento de quem comanda o campo com as novas formas de comunicação disponíveis”, afirma Nicodemos.